Inspire Fundo

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Karam Valdo  //  

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December 2010

Dec 31 / 3:17pm

Feliz Ano Novo!

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As coisas não vão mudar daqui a pouco, quando o relógio marcar meia noite.

Mas eu acredito que elas mudem sempre, todos os dias, devagarinho.

Esse tempo é bom para zerarmos o cronômetro e perceber qual de fato foi nossa mudança.

Mudar é uma atitude interna. O que vem de fora acompanha nossa mudança de dentro. "Sua vida, como a fizeres, te acompanhará para sempre", disse Chico Xavier. 

Eu desejo que você, em 2011, preste atenção em cada momento da sua vida, para fazê-la igual ou diferente, da maneira que lhe faça feliz.

Um ano inspirado e excepcional para todos vocês e todos a sua volta.

 

 

Dec 27 / 6:39pm

Como aquecer o corpo e o espírito

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No budismo tibetano existe uma meditação chamada tummo. É um tipo de meditação profunda capaz de fazer a temperatura do corpo elevar-se em até oito graus Celsius. 

Em uma técnica que conecta respiração e imaginação, a pessoa pode suportar baixíssimas temperaturas do ambiente exterior,  diminuir seu metabolismo e controlar as batidas do coração – um músculo, em tese, involuntário. 

Em uma pesquisa científica recente, descobriu-se que um praticante de tummo, ao realizar entrar em estado meditativo, era capaz de produzir anticorpos que poderiam protegê-lo de possíveis infecções e curá-lo de doenças.

Saiba mais sobre o que se tem descoberto cientificamente sobre o Tummo (em inglês)

Conheci o tummo ontem, num documentário que assisti no History Channel e achei tudo muito parecido com a Kundalini Yoga, que já pratiquei um dia (um dia...).

Na Kundalini existe uma um tipo de respiração chamado respiração do fogo que se faz durante um tipo específico de meditação. Nesta respiração, a força do abdome é usada de forma intensa. Como se bombeássemos o ar para dentro e para fora mexendo o abdome de maneira rápida e esquisita, soltando o ar pelo nariz.

Esse tipo de respiração desperta a energia Kundalini enrolada feito cobra em nosso primeiro chakra, centro de energia, na base da espinha. A cobra da energia Kundalini se desenrola e alcança cada um dos sete chakras, até expandir-se para fora do corpo físico, trazendo benefícios por onde passa.

Tudo isso me faz pensar como as possibilidades do nosso corpo e o nosso poder de controle ainda são desconhecidos. Para mim, é difícil acreditar que nossa capacidade física, apesar de imensa, é o limite para tudo. Ainda no paradigma da pele, tememos novas possibilidades – e talvez nem estejamos preparados para assumir a maioria delas neste momento.

Isso não nos impede de tentar e abrir novos caminhos. Tudo bem que você não precisa se interessar por aprender tummo para ficar meditando no gelo como nosso amigo ali em cima, mas não conheço ninguém que não gostaria de controlar melhor a saúde ou se libertar do vício de emoções que se tornaram destrutivas.

Um dos caminhos para chegar ao centro é o nosso corpo, que está bem longe de ser uma máquina. Nosso corpo é o inconsciente visível, dizia Wilhelm Reich, e eu acredito que o inverso também é válido. O que acontece no nosso corpo reflete em parte de nosso inconsciente pessoal. Por isso, botar ele para movimentar, mesmo às vezes sem vontade, abre um canal para a troca de energia entre consciente e inconsciente. Aquece o sistema que nos ajuda a sermos nós mesmos, o verdadeiro “nós”, aquela voz que sempre esteve ali e que, um dia, resolvemos ouvir.

 

 

Dec 5 / 5:49pm

Aura

 

"A Natureza é o Espírito visível. O Espírito é a Natureza invisível" - Friedrich Schelling

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Por entre as copas das árvores flutua uma névoa úmida nas manhãs das florestas. Vi ontem num desses documentários sobre a vida na selva que essa névoa é formada pela água que a árvore absorve do solo. Como ela é absorvida em excesso, a árvore devolve a água ao ambiente em forma de vapor. Isso traz a chuva e realimenta o ciclo, ao molhar novamente o solo. Mas antes de virar chuva a névoa fica ali, esfriando o ar, umedecendo as manhãs.

Crio aqui um paralelo. Tal como as árvores, nós retiramos da Terra nossas energias, alimento, ar, energias sutis, etc. Todo o bem e o mal que existe inocentemente  nos elementos da Terra  são possíveis de serem assimilados. E deles  produzimos nossa vida, nossa energia para trabalhar, viver, amar, dormir, acordar. Viver.

O excesso dessa energia que absorvemos da Terra transpira em forma de névoa ao redor do nosso corpo. Criamos então o ambiente em que vivemos com o mesmo material que absorvemos.  Devolvemos à Terra aquilo que retiramos dela. Realimentamos o ciclo, pois a chuva que umedecerá nossa aura virá de nossa própria névoa.  Criamos para nós e para os outros ao nosso redor uma atmosfera do que somos nós mesmos e assim estamos unidos nessa participação natural e mística.

Aprendi também no documentário que os sons da floresta se propagam melhor de manhã, quando as florestas estão úmidas. O ar frio favorece a propagação dos sons por toda a mata nas manhãs úmidas – e é por essa razão que as manhãs e as noites nas florestas têm sons mais ricos. Pensando em nossa névoa, é como a manutenção do ambiente que criamos com o que tiramos da Terra, fizesse ecoar os sons das nossas vidas para mais longe, o que amplia a vida que habita em nossa Vida.   


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